quarta-feira, 5 de agosto de 2009

UM PERCURSO PELO MAPA DO JARDIM BOTÂNICO DO PORTO





Apresentação do Projecto "Mapa da Memória"

O Panorama cultural no ocidente, depois da Segunda Guerra Mundial, trouxe transformações a vários níveis, quer a nível laboral, quer a nível da visão da própria cultura.
Alargou-se o conceito desta, por via da exigência da produção dos novos sistemas laborais. Os bens e serviços foram absorvidos pelas indústrias culturais, aumentando o leque de ofertas, permitindo, simultaneamente, o acesso e a livre circulação do produto cultural. Pela primeira vez foi considerado imprescindível normalizar e formar públicos. Contrariamente, outras indústrias surgiram, como alternativa à comercialização agressiva do “boom” de produtos culturais, dos quais a indústria cinematográfica protagonizou um papel preponderante, com a emergência, cada vez mais visível, do cinema de autor.
O projecto-jogo “Mapa da Memória” nasceu da osmose da análise do projecto, em si, mas sobretudo da visão prática da produção e dos mecanismos de acção de instituições independentes. Assim, ele foi pensado na confrontação das suas fraquezas, obrigando-me a um constante exercício de mobilidade, sendo obrigada a sair de dentro do projecto, para que o distanciamento me permitisse vê-lo no seu todo.
Os esquemas de percepção, através da acção e da verificação, ocupam-se, necessariamente, da recepção. São, pois, instrumentos pragmáticos e neste sentido o distanciamento contribuiu para, segundo os graus de intimidade com ele, clarificar a sua função, submetendo-o às expectativas do receptor. Mas, a finalidade tem de contemplar a importância de uma reavaliação constante, abrindo-o a novas experiências. Ter presente a que tipo de públicos ele se destina é tomar conhecimento da natureza socializadora prevista para um projecto.
Tratando-se de um projecto de criação, a sua adaptabilidade deve facultar-lhe a vocação da transgressão, deixando-o, por isso aberto, ou seja, em estado de inacabado, possibilitando-lhe a maleabilidade da sua reconversão.
Foi assim que o Jogo da Memória foi concebido, será assim que ele se disponibiliza à sociedade.
Isabel Monteverde 2008-09-28

10 comentários:

  1. Esta imagem faz-me recordar momentos lindos...
    Beijinho
    António

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  2. ...Visita guiada ao jardim botânico do Porto.

    Ainda em construção, ando às aranhas:))

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  3. ...sem alicerces e já com telhado:)))

    O terreno é granítico!

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  4. Minha querida Isabel, sem disponibilidade mesmo, como já lhe contei. Dia 17 já estarei em casa e aí sim, toda a minha atenção!

    Beijinhos!!!

    (vou enviando uma ou outra "sms", ok?

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  5. Fatinha, aproveite bem estes dias. Também lhe envio umas sms:)))

    Beijinhos mil,
    Isabel

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  6. Olá Isabel,
    Isabel,
    Hoje perdi-me por aqui no(s) seus blog(s). Fui andando até encontrar um sítio onde pudesse comentar e assim vi muito mais. Gostei francamente.
    Quanto ao "Imaculada Negrura", desde o nome até ao mais ínfimo pormenor nos filmes, tudo é belo. Uma referência particular para o que me prendeu mais, para além da sua arte, em primeiro lugar: Os espirituais negros, os monólogos da negra com o pássaro, os jacarés e o fantasma, a travessia da água sobre o tronco.
    Um grande beijinho,
    Maria Emília
    Valeu mesmo a pena passar por aqui.
    Um grande beijinho,
    Maria Emília

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  7. Maria Emília, a travessia da água é de uma beleza incrível. Sabia que ia gostar, já a conheço.

    Outro beijinho grande,
    Isabel

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  8. Ciao amica,
    ora ho scoperto questo tuo sito. Adoro il giardino botanico. Sono fantastici i colori.Che belle e romantiche passeggiate si puó fare in questi posti.
    Bacini.
    Kati

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  9. Venho deixar-te um terno e doce beijo... de SAUDADES!!!

    Acho que o pior já passou!!!!!!!!

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